Takeshi Sullivan nascera num pobre consulado do Texas. O sonho americano tinha morrido… O sorriso tinha desaparecido da cara das pessoas, a não ser de uma ou outra “ordinary girl” mais inconsciente. Filho de um pai acomodado à sua indigente lida. Apenas um bom DVD que repetia no leitor vezes sem conta o despertava. A mãe ficava em casa… Aturando os pais e educando os filhos. Tinham a mão pesada é certo, mas nesse tempo era assim… A rígida cultura oriental obriga a cuidar dos velhos primeiro, pois são esses os donos da verdadeira sabedoria! Plantados ali num canto, lá iam balburdiando a estreita razão e ditando assim últimos mandamentos antes de se deitarem no caixão.
Takeshi todas as noites sonha com o mesmo. Ou está fechado no quarto a chorar sozinho porque não avança o cerco para ir à casa de banho… Coitado abandonado mija-se todo pelas pernas abaixo. Ou então sonha com a sua amada na cama com um gajo qualquer. Essa actriz de ralé… Tinha em mente usá-la e deitá-la fora. Mas ele já gostava dela há muito tempo para que esse esquema resultasse. No entanto, Takeshi não se deixa iludir! Já viveu muito e jamais uma paixoneta o entorpece! Até porque nem pela foda valia a pena, apenas o broche escapava… O amor é assim, se lhe oferecemos confiança arrasta-nos com ele para a desgraça. Temos de estar bem atentos para separar o trigo do joio, se escolhemos mal somos encornados para o resto da vida! O amor é mesmo assim, é como uma caça em que cada um escolhe o que mais lhe convém! Se o caçador for bom escolhe uma boa parceira se for mau escolhe uma cabritinha indomável. Infeliz daquele que pensa o contrário.